Solidão, essa é a palavra que resume meus dias. Aliás cabe aqui o debater o que é de fato estar só? Geralmente associamos tal palavra a falta de pessoas ao nosso redor, ou carinho o que pode levar a um estado melancólico, mas então cabe aqui ressaltar o que dizer daquelas pessoas que estão sempre afogadas no meio da multidão, rodeadas de ‘’amigos’’, pessoas, transeuntes.e quando chegam em casa sentem-se mais só ainda do que se estivessem apenas da companhia do silêncio da noite.
Sinceramente se viver fosse simples e tivesse algum manual de instrução as pessoas de fato sofreriam muito menos.Sou basicamente uma figura que não me amarra no lado negro da coisa, na atrocidade, no sangue frio e por isso já passei por cada uma que não cabem nessas linhas, quem sabe numa autobiografia um dia sei lá. Agora encontro-me não digo que no pior momento da minha vida mas sofrendo as terríveis conseqüências que ser uma pessoa ingênua e do bem podem causar no século XX1, será um carma de outras vidas?
É altamente lamentável me encontrar dentro de casa, lamentando minha solidão enquanto milhões passam fome, trilhões não enxergam, não ouvem, não falam, enfim existem milhões de coisas piores que uma simples solidão e alguns anos vividos sob a égide do outro.
Li recentemente um livro com o qual identifiquei muito, uma belíssima obra a cerca da humanidade e suas injustiças, as paixões eternas, as pulsações de amor quase mortais, as pulsações de morte, os mistérios de nossa existência, enfim um livro emocionante demais chamado Servidão Humana.
Pode parecer altamente egocêntrico ficar escrevendo sobre si próprio, mas estou sentindo necessidade, essas linhas são uma espécie de desabafo. Sou infelizmente sensível demais para uma realidade truculenta mas reconheço que gosto dos desafios e vou encarar um a um no dia-a-dia e assim nessa caminhada mudarei tanto como já mudei e a cada dia um novo aprendizado não importam se sobre meus olhos caiam lágrimas de eterna solidão ou se sobre meus lábios o riso transpareça ao nascer de cada manhã.
Nesse exato instante estou ouvindo o Mundo é um Moinho com a voz de Beth Carvalho adoro músicas e facilmente me emociono com elas, pois é o mundo aí rodando eu aqui divagando sobre ele, sem nada lucrar, será que existe espaço para figura de alta sensibilidade nesse moinho? Será que o capitalismo abre espaço/ margem as manifestações individuais das pessoas, será que há espaço para a diversidade?
Ou eu que sou simplesmente uma reclamo na sem o que fazer nesse momento hein? Bem vou parar por aqui pois tenho q ligar para uma figura aí , espero eu q não seja uma situação malograda em minha vida...
Pois se for tbm tenho meu auto-escudo e aqui estarei para compartilhar c/ vcs minhas angústias, frustrações e é claroo meus êxitoss!!
Até.
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir"Será que o capitalismo abre espaço/ margem as manifestações individuais das pessoas, será que há espaço para a diversidade?"
ResponderExcluirEu acho que todos podem( e devem) ser o que são, apesar de isso nem sempre trazer a aceitação de todos, ou melhor, nunca trazer, nada traz, mas isso não quer dizer nada, porque tem sempre alguém que goste/concorde/apoie,e é essa pessoa que importa. (ser você mesmo, hoje em dia, é um dom!!)