quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Gastronomia-Ilhabela

Menu para todos os paladares


Algumas tradições resistem ao tempo, ou melhor, nesse caso á mesa como a culinária caiçara. Por trás do peixe, farinha de mandioca e banana, uma combinação que sobreviveu aos séculos, muitos aspectos históricos vem á tona. Bem, quando o assunto é gastronomia Ilhabela possui variedades para todos os gostos, que vão desde saborosos peixes e frutos do mar típicos das cidades do litoral até as delícias da culinária internacional.


No arquipélago é possível encontrar restaurantes que conseguem aliar sabor e diversidade de ingredientes em ambientes favorecidos pelas belezas naturais. A arte da gastronomia faz parte da lista dos inúmeros atrativos encontrados em Ilhabela. Pelas mãos criativas dos cozinheiros locais, ingredientes simples, transformam-se em pratos finos e suculentos. A maioria á base de peixes como anchova, tainha, salmão, badejo e atum. Em muitos casos, eles são utilizados nos deliciosos sushis oriundos da terra do sol nascente que por sinal faz muito sucesso na região. Alguns peixes são comprados no arquipélago como a anchova, mas a maioria é importada como o atum, a tainha e o salmão que vem do Chile. O tempo ideal para preparar o sushi são 2 dias após o descongelamento; caso o peixe seja apenas limpo e depois congelado ele não é bom para virar sushi, torna-se ideal para ser frito. Isso porque fica quebradiço, não permanece uma fatia uniforme. O lombo e as pontas são duas partes do salmão que não servem para fazer prato. O atum também, depois de ser limpo, tem uma vida de 2 dias porque perde a cor e quando servido cru ele não pode perder a tonalidade. A tainha, por exemplo, é tirada do mar, aberta e depois disso pode ser comida crua sem problema algum.

Desperdício e falta de criatividade são duas coisas que passam longe das mentes dos gourmets da região. Quando os peixes ultrapassam o tempo ideal para virar sushi aliados a outros ingredientes tornam-se pratos de dar água na boca. O salmão, por exemplo, junto com o purê de mandioquinha, coberto com molho de maracujá e azeite tem agradado os mais diversificados paladares. Outra alternativa bastante criativa e deliciosa que pode ser encontrada em Ilhabela é uma adaptação a culinária local levando os peixes á grelha como se faz a tradicional picanha. Os peixes são ingredientes que dão base a muitos dos pratos na região, mas receita para a diversidade e qualidade inclui algumas pitadas de criatividade e outras de singularidade de quem prepara o menu.

Azul Marinho

Se você está procurando um prato que remeta ao passado e seja tradicional da culinária caiçara não deixe de experimentar o azul-marinho, uma deliciosa mistura de peixe, banana e pirão . No litoral há muitos lugares onde é possível degustar o prato.

Conversamos com Francisco Dias de Claro que trabalha há 3 anos em um restaurante de Ilhabela que serve a iguaria e ele nos explicou sobre a tradição do prato. As informações que nos passou obteve através do relato dos caiçaras. Sua criação surgiu da necessidade de guarnições para complementar a refeição tanto no almoço como no jantar, daí, foi adicionada a banana ao peixe que era farto. O ideal é que a banana seja da terra, verde, pois é ela que dá o diferencial e segundo reza a lenda o que dava cor ao prato nem era a fruta e sim a nódoa que ela soltava, pois tinha o talo da folha de bananeira, dava-se um corte, jogava dentro da panela e isso um tingido, mas é bem difícil encontrar azul-marinho da cor original, geralmente acha-se um azul disfarçado.

Tradição de família
As empadas feitas por Adriana dos Reis Oliveira são de encher não apenas aos olhos como principalmente o estômago. Desde a década de 80 que o salgado vem fazendo sucesso entre turistas e ilhéus da região.
Tudo começou em 1967 quando foi aberto o estabelecimento que no início era uma mercearia, funcionou assim até 1981 quando o tio de Adriana que tinha um restaurante em São Sebastião veio trabalhar com seu pai no local e começou a introduzir salgados e porções. Ele permaneceu por um tempo em Ilhabela e depois retornou a São Sebastião, nesse momento, quem colocou a mão na massa e deu continuidade aos quitutes foi sua mãe, e de 4 anos para cá, foi Adriana quem assumiu o cargo.
A receita passada de gerações tem agradado muito os paladares, prova disso é o resultado positivo nas vendas das empadas. Em um fim-de-semana movimentado de feriado são vendidas cerca de 150 , 170 e no réveillon quase 300 por dia. O forte da casa são as de camarão porque as tradicionais de palmito e frango são mais fáceis de encontrar. Impossível é provar e não repetir a dose!


Fusão Brasil- Itália

A gastronomia é uma cultura muito antiga que sempre esteve ligada a aspectos políticos e sociais. Quando os imigrantes italianos chegaram ao Brasil trouxeram na bagagem muitos de seus costumes principalmente alimentares. Em Ilhabela quando a pedida é manjar uma bela massa, opções não faltam. E o que é melhor aqueles que desejam se entregar ao prazer da gula, mas não querem aumentar os números da balança podem deliciar-se com as opções de massa integral ou sem glúten que alguns restaurantes oferecem, vinhos diversificados para acompanhar os pratos também não faltam.
Receita:

CONCHIGLIE AL SALMONE UBRIACO

Receita individual (multiplicar pelo número de pessoas)

80g de massa de grano duro tipo conchinha
2 filés de salmão fresco com cerca de 50g cada
1 colher de sopa de manteiga sem sal
1 colher de sopa de amêndoas peladas e picadas
1/2 laranja pelada e cortada em cubinhos
1/2 colher de sopa de Cointreau
1/2 colher de sopa de Amaretto
1 colher de sopa de caldo de legumes
1 colher de sopa de creme de leite fresco
Sal e pimenta-do-reino
Cebolinha picada
Pimenta rosa

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